# 7 festivais de turismo cultural para viajar o ano todo

> Festivais de turismo cultural brasileiros oferecem imersão em tradições regionais ao longo do ano. Festa do Divino Espírito Santo em Paraty, Bumba Meu Boi no Maranhão, Oktoberfest em Blumenau, Círio de Nazaré em Belém, Festival de Parintins, Lavagem do Bonfim em Salvador e Festa da Uva em Caxias do Sul integram a lista. Cada evento combina música, gastronomia e história local.

*Congresso e Turismo · Destinos Nacionais · 13 de julho de 2026 · Sônia Vargas Pimentel*

Festivais de turismo cultural são a porta de entrada para entender um lugar pela sua gente, música e comida. Conheça 7 eventos que marcam o calendário brasileiro, com datas, tradições e dicas práticas para planejar sua próxima viagem com sabor de história.

Viajar por festivais de turismo cultural é uma das formas mais profundas de conhecer um destino. Em vez de apenas visitar cartões-postais, você vive o calendário afetivo de uma comunidade, suas danças, comidas, crenças e celebrações. Organizei aqui 7 festivais que se repetem ano após ano, cada um com personalidade própria e capaz de transformar uma viagem comum em memória de verdade.

## 1. Festival Folclórico de Parintins (AM), junho

O maior festival a céu aberto do Brasil acontece no último fim de semana de junho, no coração da Amazônia. Os bois Garantido e Caprichoso disputam noite adentro com alegorias gigantes, toadas e coreografias que contam lendas ribeirinhas. A cidade de 115 mil habitantes recebe mais de 100 mil visitantes. Chegue com pelo menos três dias de antecedência para garantir ingresso e hospedagem, a estrutura é modesta, mas a energia compensa.

## 2. Oktoberfest (Blumenau, SC), outubro

A segunda maior Oktoberfest do mundo (atrás apenas de Munique) reúne 600 mil pessoas em 19 dias de chope, música alemã e gastronomia típica. O evento começa na primeira quarta-feira de outubro e ocupa o Parque Vila Germânica com 12 pavilhões. Além da bebida, vale experimentar o marreco recheado, o joelho de porco e o strudel de maçã das cozinheiras locais. Reserve hotéis com seis meses de antecedência.

## 3. Bumba Meu Boi (São Luís, MA), junho

Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, a festa do Boi no Maranhão começa em maio e se estende por todo o mês de junho, com auge no São João. São mais de 400 grupos, chamados de "sotaques", que desfilam com indumentárias bordadas à mão, personagens como o Pai Francisco e a Mãe Catirina, e ritmos como a zabumba e o pandeirão. A melhor experiência é no Arraial do João, no centro histórico de São Luís, onde a comida de rua (cuscuz, peixe frito, torta de camarão) é tão boa quanto a música.

## 4. Festa do Divino Espírito Santo (Pirenópolis, GO), maio

Uma das mais antigas celebrações católicas do Brasil, realizada desde 1819 na cidade colonial de Pirenópolis. A festa dura nove dias, com cavalhadas (batalhas encenadas entre mouros e cristãos), alvoradas de fogos e a tradicional "fogaréu", procissão de tochas que ilumina as ruas de pedra. As barracas de doces caseiros (cocada, pé-de-moleque, doce de leite) são parada obrigatória. A cidade fica lotada; programe-se para dormir em cidades vizinhas como Corumbá de Goiás.

## 5. Lavagem do Bonfim (Salvador, BA), janeiro

Na segunda quinta-feira de janeiro, milhares de baianas vestidas de branco lavam as escadarias da Igreja do Bonfim com água de cheiro, num ritual que mistura catolicismo e candomblé. A procissão sai do bairro do Comércio e percorre 8 km até a colina sagrada. A festa é gratuita e ao ar livre, mas exige disposição para caminhar sob sol forte. Leve água, chapéu e um lenço para molhar com a água de alfazema, dizem que traz sorte.

## 6. Festival de Cachaça e Gastronomia (Salinas, MG), julho

Salinas, no norte de Minas, é a capital nacional da cachaça artesanal. Em julho, a cidade recebe o festival que reúne mais de 30 alambiques, com degustações guiadas por mestres alambiqueiros, harmonização com queijos da Serra da Canastra e doces de leite. A programação inclui visitas a alambiques centenários, como o da Havana e o do Seu Joaquim. Para quem quer entender o processo de produção, há oficinas práticas de destilação.

## 7. Círio de Nazaré (Belém, PA), outubro

Uma das maiores procissões católicas do mundo, o Círio reúne 2 milhões de romeiros no segundo domingo de outubro. A berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré atravessa as ruas de Belém em meio a promessas, fogos e o cheiro de maniçoba e pato no tucupi que invade a cidade. A experiência vai além da fé: é um mergulho na cultura paraense, com a feira do Ver-o-Peso vendendo tacacá, açaí e vatapá durante toda a semana.

## Qual festival escolher conforme seu perfil

Se você busca espetáculo visual e música alta, Parintins ou o Bumba Meu Boi são escolhas certas. Para quem prefere festa com chope e comida farta, a Oktoberfest é imbatível. Já se o interesse é religião e tradição centenária, a Festa do Divino ou o Círio oferecem uma vivência mais contemplativa. E para o viajante que gosta de beber e aprender, o festival de cachaça em Salinas é um curso intensivo de cultura brasileira.

## Perguntas frequentes sobre festivais de turismo cultural

### Qual é a melhor época do ano para viajar para festivais culturais no Brasil?

Depende da região. O Norte e Nordeste concentram festas entre junho e outubro (Parintins, Bumba Meu Boi, Círio). O Sul tem a Oktoberfest em outubro. O Sudeste e Centro-Oeste têm opções em maio (Festa do Divino) e janeiro (Lavagem do Bonfim). Planeje com seis meses de antecedência para hospedagem e transporte.

### Como conseguir ingressos para o Festival de Parintins?

Os ingressos são vendidos pela internet a partir de março, no site oficial da prefeitura de Parintins. Há opções de arquibancada (mais baratas) e camarotes. A procura é enorme; compre assim que abrir. Outra alternativa é adquirir pacotes com agências de viagem que incluem translado de barco ou avião.

### A Oktoberfest de Blumenau é gratuita?

A entrada no Parque Vila Germânica é paga (cerca de R$ 30 a R$ 60 por dia, dependendo do setor). Crianças até 12 anos não pagam. Vale comprar o passaporte para vários dias, pois a fila na bilheteria costuma ser longa. Bares e restaurantes dentro do parque funcionam com cartão pré-pago.

### O que comer no Bumba Meu Boi?

A culinária maranhense é o ponto alto: arroz de cuxá (com vinagreira e gergelim), peixe frito, torta de camarão, cuscuz e doce de buriti. As barracas do Arraial do João vendem porções a partir de R$ 10. Não deixe de provar o suco de bacuri ou de murici.

### A Lavagem do Bonfim é segura para turistas?

Sim, mas exige os cuidados de qualquer grande aglomeração: mantenha objetos de valor à vista, evite levar bolsas grandes e vá com roupas leves. A região do Comércio até o Bonfim é bem policiada durante o evento. Melhor ir de transporte público ou aplicativo, pois o trânsito fica interditado.

### Qual festival tem a melhor gastronomia?

Depende do paladar. Para quem ama peixes e frutos do mar, o Círio de Nazaré é imbatível (pato no tucupi, maniçoba, tacacá). Para doces e queijos, a Festa do Divino em Pirenópolis. E para cachaça e tira-gostos mineiros, o festival de Salinas é a escolha certa.

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Fonte (canonical): https://congressoenoturismo.com.br/destinos-nacionais/7-festivais-de-turismo-cultural-para-viajar-o-ano-todo/
