Destinos Nacionais Atualizado em 11 de setembro de 2026 por Reginaldo Esteves Bonifácio

Após ser cancelado e reconfirmado em poucas horas pelo governo do DF, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro abre a 59ª edição nesta sexta-feira (11), às 19h30, no Cine Brasília, com o filme A Pele Morta.

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira (11), às 19h30, no Cine Brasília, com a exibição de A Pele Morta, de Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres. A 59ª edição chega depois de um cancelamento anunciado e revertido em poucas horas pelo governo do Distrito Federal. O argumento inicial era falta de verba.

A resposta direta ao que mudou: o evento estava cancelado, a classe artística se mobilizou e a governadora Celina Leão publicou em redes sociais a determinação para que a Secretaria de Economia providenciasse os recursos. A sessão de abertura foi mantida.

O que mudou entre o cancelamento e a confirmação

A organização já havia recebido 1.928 inscrições, um recorde do festival, e selecionado mais de 70 filmes em várias mostras. A notícia do cancelamento circulou rápido na cidade. Horas depois veio a confirmação, com a garantia de recursos pela Secretaria de Economia. O festival nasceu em 1965 e só não foi realizado em dois anos durante a ditadura militar. Desde 2007, é patrimônio imaterial do Distrito Federal.

Programação e destaques desta edição

Além das mostras competitivas de longas e curtas, o festival terá mostras paralelas e sessões especiais. A sessão Vozes e Lutas reúne filmes sobre movimentos políticos e culturais, entre eles Pontos de Partida, do cineasta Silvio Tendler, morto em setembro do ano passado.

A Pele Morta foi concebido pelo diretor Geraldo Moraes, radicado em Brasília e morto em 2017, e resgatado e dirigido por seus filhos. No sábado (12), às 18h, três episódios da série Delegado, dirigida por Marcelo Lordello e Leonardo Lacca e produzida por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, serão apresentados em primeira mão.

"As expectativas são as melhores possíveis. Um dos grandes destaques desta programação é a presença importante de filmes de Brasília, com vínculos fortes com o Distrito Federal", disse a diretora-geral do festival, Sara Rocha, à Agência Brasil.

"Um patrimônio não é cancelável. O festival é um patrimônio tombado formalmente e afetivamente, não só por Brasília, mas por todo o Brasil", celebrou Sara Rocha. A diretora-geral também afirmou esperar superar o número de espectadores e celebrar o cinema brasileiro com público, realizadores e comunidade cultural.

A programação completa está no site oficial do festival programação Festival de Brasília. Para quem acompanha políticas de audiovisual, a decisão de gestão que fica é a de garantir previsibilidade orçamentária a um evento tombado, em vez de tratá-lo como despesa de última hora.

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