# Festival Caju reforça leitura para alunos indígenas na TI Barra Velha

> O Festival Caju de Leitores, na Oca Tururim, Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, em Porto Seguro (BA), realiza a 5ª edição entre 2 e 4 de setembro. O evento, criado em 2022, foca no reforço da leitura e escrita de estudantes indígenas. A programação inclui atividades pedagógicas e culturais voltadas à valorização das línguas e tradições locais.

*Congresso e Turismo · Destinos Nacionais · 26 de agosto de 2026 · Ângela Petrovich Maranhão*

A Oca Tururim, na Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, em Porto Seguro (BA), fará a 5ª edição do Festival Caju de Leitores, de 2 a 4 de setembro. O evento, criado em 2022, busca melhorar leitura e escrita de estudantes indígenas.

A Oca Tururim, na Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, em Porto Seguro (BA), recebe a 5ª edição do Festival Caju de Leitores entre os dias 2 e 4 de setembro. O evento, criado em 2022, trabalha para melhorar as habilidades de leitura e escrita dos estudantes indígenas da região.

A diretora-geral do festival, Joanna Savaglia, explicou à Agência Brasil que, desde o ano 2000, instituições de ensino começaram a surgir na região. São instituições privadas e públicas, como a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), campus de Porto Seguro, e a Escola Técnica Estadual (Etec). "Os estudantes precisam de redação e da compreensão de texto para poder vencer a dificuldade do vestibulinho", afirmou.

O tema deste ano é Manifesto de Bichos. "A fauna vai estar inteira dentro da programação, falando de bichos, basicamente", disse Joanna. Edições anteriores abordaram território, flora e árvores. A proposta dialoga com o lugar e a presença dos bichos nas histórias, memórias e conhecimentos do povo Pataxó.

A programação é gratuita e aberta a todas as faixas etárias. O público é majoritariamente estudante e indígena. "Quando se faz um evento para esse público, vai pai, mãe, avô, avó, filho, gato, cachorro. Então, é sempre para todo mundo", acrescentou a diretora.

Pela primeira vez, o festival trará uma autora estrangeira: a indígena argentina Mariela Tulián, do povo Tulián. Entre os brasileiros, participam Sairi Pataxó, Lucia Tucuju, Auritha Tabajara, Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023, e Apêtxienã Pataxó. A homenageada é Maria Coruja, de 91 anos, da Aldeia Pará, que transmite cantigas e brincadeiras Pataxó pela oralidade.

O evento terá pela primeira vez uma livraria, além de loja, espaço de alimentação e exposição. A abertura será às 14h do dia 2 de setembro. Desde a criação, o festival já alcançou mais de 12 mil pessoas. Originalmente chamado Caraíva Juvenil, o nome Caju vem das palavras CAraíva JUvenil, e remete à fruta nativa, que no tupi-guarani (acayu) significa "noz que se produz". turismo de negócios em Porto Seguro

O Festival é uma realização do Ministério da Cultura e da Savá Cultural, com patrocínio da Neoenergia e do Itaú, via Lei Rouanet, além da Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro.

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Fonte (canonical): https://congressoenoturismo.com.br/destinos-nacionais/festival-caju-reforca-leitura-alunos-indigenas-ti-barra-velha/
