# Artistas de gerações interpretam clássicos de Chico Buarque

> O projeto musical com artistas de diferentes gerações e gêneros, incluindo rap, funk e trap, reinterpreta clássicos de Chico Buarque. A audição do projeto ocorreu no Rio de Janeiro, reunindo versões contemporâneas de canções do compositor. A iniciativa busca conectar o legado de Buarque a novas linguagens sonoras, sem alterar a essência das obras originais.

*Congresso e Turismo · Dicas de Viagem · 25 de agosto de 2026 · Ângela Petrovich Maranhão*

Artistas de diferentes gerações e gêneros se reúnem para reinterpretar clássicos de Chico Buarque em projeto com rap, funk e trap. Audición ocorreu no Rio.

Artistas de diferentes gerações e gêneros da música brasileira se reuniram para reinterpretar clássicos de Chico Buarque, incluindo novas batidas em canções como Construção, Cálice, Roda Viva e Geni e o Zepelim. A audição do projeto Chico 2.0 ocorreu nesta quinta-feira (20), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A iniciativa reúne a Central Única das Favelas (Cufa), a FRecords, a Tha House Company e a Universal Music Brasil. A produção musical é de Felipe Poeta e Alê Siqueira.

As novas versões incorporam rap, trap, funk, R&B, samba, soul e nova MPB. Para Felipe Poeta, diretor musical, a ideia é criar uma ponte entre a obra de Chico e a música urbana atual. "Mesmo sendo letras escritas em outros contextos, as histórias, os amores e os temas que ele aborda continuam muito atuais", destaca. Ele completa: "A gente quis inovar sonoramente, mas sempre com muito respeito pela obra, principalmente pelas harmonias e melodias do Chico".

Entre as faixas incluídas está O Que Será (À Flor da Terra), interpretada pelos rappers Vandal e Don L, com participação de Milton Nascimento e do próprio Chico Buarque. Vandal, nascido em Salvador, afirma: "Estou de coração preenchido e grato por participar de um projeto tão importante". Ele também celebra a conexão com Don L, "uma voz nordestina que admiro".

A aproximação entre gerações e territórios é uma marca do projeto. Participam Dexter, MC Livinho, Xênia França, MC Cabelinho, Budah, Júlia Mestre, TZ da Coronel, Tasha & Tracie, Grag Queen, Bela Maria e Maurício Pazz. A ideia de levar a obra de Chico a novos públicos partiu, entre outros, de Celso Athayde, fundador da Cufa: "O que estamos fazendo aqui é dar continuidade a essa linhagem, garantindo que a nova geração ocupe esse espaço com propriedade".

Para quem viaja a trabalho ao Rio, a agenda cultural pode render um intervalo produtivo entre reuniões. O projeto mostra como a música urbana atual dialoga com a tradição, um bom tema para conversas de negócios. Se estiver na Barra, vale conferir os desdobramentos do Chico 2.0 nas plataformas digitais.

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Fonte (canonical): https://congressoenoturismo.com.br/dicas-de-viagem/artistas-diferentes-geracoes-interpretam-classicos-chico-buarque/
