# Exposição em SP reúne fotos de movimentos feministas do Brasil

> A exposição Acervo Alice Oliveira, em cartaz no Museu da Diversidade Sexual em São Paulo a partir de 19 de março, reúne 30 fotografias que documentam a história dos movimentos feministas, lésbicos e LGBTQ+ no Brasil e na América Latina. As imagens reconstroem trajetórias de luta e resistência, oferecendo registro visual de manifestações e atos políticos. A mostra integra a programação do museu paulistano.

*Congresso e Turismo · Dicas de Viagem · 25 de agosto de 2026 · Ângela Petrovich Maranhão*

A partir desta quarta-feira (19), o Museu da Diversidade Sexual, em São Paulo, apresenta a exposição Acervo Alice Oliveira, com 30 fotografias que reconstroem a história dos movimentos feministas, lésbicos e LGBTQ+ no Brasil e na América Latina.

O Museu da Diversidade Sexual, em São Paulo, inaugura nesta quarta-feira (19), Dia do Orgulho Lésbico, a exposição Acervo Alice Oliveira. A mostra reconhece o trabalho de mais de quatro décadas da ativista e fotógrafa, cujos registros resgatam a história dos movimentos feministas, lésbicos e LGBTQ+ dos anos 1980 e 1990, no Brasil e na América Latina.

A exposição reúne 30 fotografias que ajudam a reconstruir a história desses movimentos a partir de encontros, manifestações, articulações políticas e redes de solidariedade. Além das imagens, o acervo inclui negativos, documentos e registros audiovisuais.

O material de Alice Oliveira ficou esquecido por muitos anos. A ativista não se enxergava como fotógrafa, e o processo de digitalização e catalogação só ocorreu recentemente. Segundo o curador e pesquisador do acervo, Pedro Vieira, quando se trata da história de grupos dissidentes, que não se enquadram no padrão cis-heteronormativo, existem muitos lapsos de memória pela ausência de registros.

"Os registros, tanto de documentação, como fotográficos, são fundamentais para que a gente possa reconstruir nossa história. Pensando em quem eram as pessoas que estavam nesses eventos, quem eram os ativistas e o que estava sendo pautado, a gente consegue entender como chegamos até aqui", explicou Pedro.

O acervo permite visualizar a evolução do movimento LGBT+ ao longo do tempo. Algumas fotos ilustram a 17ª Conferência da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA), realizada pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro, em 1995. No final do encontro, em junho, os participantes partiram para a Orla de Copacabana e fizeram um ato considerado por muitos historiadores a primeira parada do orgulho do país.

A luta feminista também tem capítulos importantes no acervo. No final dos anos 1980, Alice ajudou a organizar o 3º Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho em Bertioga, que marcou o primeiro grande contato do movimento brasileiro com o restante do continente. A ativista ainda participou de dois encontros em El Salvador, que reuniram desde indígenas e quilombolas até intelectuais e parlamentares.

Hoje, aos 70 anos, Alice direciona sua militância para a defesa de idosos LGBT+ em conselhos e espaços de políticas públicas. Ela defende que o movimento atual precisa de união, maturidade e clareza, deixando de lado disputas por poder. Para ilustrar essa união, cita a metáfora da Cacique Pequena, primeira mulher cacique do Brasil, do povo Jenipapo-Kanindé: um graveto sozinho se quebra facilmente, mas quatro ou cinco juntos não se quebram.

Serviço: a exposição abre em 19 de agosto de 2026 e segue até fevereiro de 2027, no Museu da Diversidade Sexual, das 10h às 18h, de terça a domingo. Os ingressos são gratuitos pelo Sympla.

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Fonte (canonical): https://congressoenoturismo.com.br/dicas-de-viagem/exposicao-sp-reune-fotos-movimentos-feministas-brasil/
