Dicas de Viagem Atualizado em 02 de setembro de 2026 por Ângela Petrovich Maranhão

O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite de terça-feira (2), no Rio, aos 83 anos, de causas naturais. Ministério da Cultura lamentou a perda; corpo será cremado no Caju.

O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite dessa terça-feira (2), em casa, no Rio, aos 83 anos, de causas naturais. A informação foi divulgada pelo agenciador de artistas Marcus Montenegro, que publicou uma homenagem no Instagram. Em nota, o Ministério da Cultura (MinC) informou que recebeu a notícia com pesar e destacou a dedicação do artista à arte por 50 anos, com passagens pelo teatro, rádio, cinema e televisão, período em que também atuou como roteirista.

O velório de Gracindo Jr. será na capela 6 do Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, zona norte do Rio, a partir das 12h10. A cremação está marcada para as 14h10, de acordo com o cemitério. O MinC se solidarizou com os cinco filhos, sete netos e a esposa, Daisy Poli, com quem o ator estava havia mais de cinco décadas.

Nascido no Rio de Janeiro em 21 de maio de 1943, Gracindo Jr. era filho do também ator Paulo Gracindo. O nome de batismo, Epaminondas Xavier Gracindo, foi dado pelo pai. Aos 15 anos, fez um teste para a Rádio Nacional e, ao ser aprovado, tornou-se ator, redator e disc-jóquei na emissora. A estreia no teatro ocorreu em 1961, na peça A Escada, de Oswald de Andrade.

Na televisão, participou de novelas de sucesso como Mandala, O Salvador da Pátria, Rainha da Sucata, Deus nos Acuda, Explode Coração, Anjo de Mim, Esplendor e Celebridade. Gracindo Jr. foi um dos fundadores da TV Globo, onde atuou em produções ao lado do pai, como O Bem Amado. Em O Casarão, os dois interpretaram o mesmo personagem nas versões mais jovem e com mais idade. Na direção, esteve à frente da novela Marron-Glacé e, em 1983, do programa Os Trapalhões.

O governador em exercício do estado do Rio, Ricardo Couto, também divulgou nota afirmando que recebeu com tristeza a notícia da morte do ator, "um dos nomes fundamentais na construção da história da dramaturgia brasileira". Ele afirmou que o ator teve trajetória marcada pelo talento, versatilidade e compromisso com a cultura. "Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele", completou.

Para quem acompanha a trajetória do artista, a notícia encerra um capítulo importante da dramaturgia nacional. A carreira de Gracindo Jr., iniciada nos anos 1950, atravessou décadas e gerações, sempre com o sobrenome de peso que herdou do pai. A cremação no Caju, marcada para o fim da tarde, deve reunir familiares e amigos em despedida discreta, como costuma ser a tradição da família.

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