# Morre, em Salvador, o poeta e ativista Luis Turiba

> Luis Turiba, poeta, ativista cultural e jornalista baiano, morreu em Salvador (BA) aos 76 anos. A trajetória do escritor uniu poesia, resistência política e jornalismo, consolidando um legado para a cultura brasileira. A morte ocorreu ontem (25), marcando o fim de uma vida dedicada à expressão artística e à luta social.

*Congresso e Turismo · Dicas de Viagem · 26 de agosto de 2026 · Reginaldo Esteves Bonifácio*

O poeta, ativista cultural e jornalista Luis Turiba morreu ontem (25), em Salvador (BA), aos 76 anos. A trajetória do escritor, que une poesia, resistência política e jornalismo, deixa um legado para a cultura brasileira.

O poeta, ativista cultural e jornalista Luis Turiba morreu ontem (25), em Salvador (BA), aos 76 anos. O escritor faleceu em casa, devido a complicações graves de saúde, e a família ainda não divulgou informações sobre velório e enterro. A notícia mobiliza amigos em Brasília, onde ele vivia em trânsito entre as capitais fluminense, baiana e o Distrito Federal.

Luis Turiba construiu uma obra ampla, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais, como a letra da canção "Bico da Torre", musicada por Renato Matos e gravada por Zélia Duncan e Célia Porto. Flamenguista, deixou em seu livro Luminares (1983) um roteiro de velório irônico e afetuoso, com versos que pedem: "Coloquem Imagine na vitrola / retirem-lhe o coração em frangalhos / e enterrem-no enrolado na bandeira do Flamengo".

Nascido no Recife (PE), em 1950, Luiz Artur Toribio mudou-se jovem para o Rio de Janeiro, onde militou no movimento estudantil. Ex-membro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi impedido de concluir os estudos na Escola Técnica Nacional Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) durante a ditadura civil-militar. Prestes a completar 18 anos, foi preso por determinação da Justiça Militar e condenado a seis meses por "atividades subversivas", tendo relatado tortura física e psicológica por agentes do Doi-Codi.

A carreira jornalística começou no Rio, com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil, onde foi correspondente em Brasília a partir de 1979. Ganhou prêmios, incluindo dois Esso regionais. Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo perseguição por razões políticas e monitoramento pelo SNI até a década de 1980. O Estado brasileiro também apresentou pedido formal de desculpas.

Entre 1985 e 2022, editou em Brasília a revista cultural Bric-a-Brac, que entrevistou Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Nise da Silveira e Manoel de Barros. Após atuar como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para se dedicar à literatura. O Sindicato dos Jornalistas do DF lamentou a morte, destacando o título de Cidadão Brasiliense e a luta por um jornalismo livre e democrático. Amigos se mobilizam para uma homenagem no bar Beirute, em Brasília, neste sábado (29) à tarde.

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Fonte (canonical): https://congressoenoturismo.com.br/dicas-de-viagem/morre-salvador-poeta-ativista-luis-turiba/
